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Terapia é coisa de louco?

  • Foto do escritor: Karine Miranda
    Karine Miranda
  • 8 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 25 de out. de 2025


Você já escutou a frase “terapia é coisa de louco”?


Por aqui, já ouvi bastante e penso que isso tem relação com uma concepção social atual de que para se procurar ajuda terapêutica deve-se estar em um processo de profundo adoecimento psíquico, ou seja, perto do que se chama de “loucura”.


Mas, o que é loucura?


O conceito de loucura foi se modificando ao longo da história, mas principalmente com a tentativa de exclusão social do que não era socialmente aceitável para cada tempo histórico. Através da luta antimanicomial, os modos de tratamento e de se enxergar a loucura foram se modificando, através de um olhar mais humanizado.


Nesse sentido, resgato a frase de Nise da Silveira, uma importante Psiquiatra para a luta antimanicomial “não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura”. Essa frase me faz pensar que todos nós temos um pouco de loucura, de desajuste e também de sofrimento.


Porém, ainda assim, existem muitos preconceitos acerca de quem deve buscar terapia. E porque esperar chegar ao limite? Pessoas em grave adoecimento são muito beneficiadas por esse processo, mas não apenas elas.


O processo terapêutico é bem mais amplo que isso, já que possibilita construir novas ferramentas e bagagens para lidar com as demandas do dia a dia. Ou seja, falo aqui de estratégias que são de prevenção e cuidado em saúde mental, além disso, que possibilitam um processo de autoconhecimento e autopercepção. Estratégias que podem te ajudar a dar sentido ao que parece não ter sentido algum, encontrando outros significados para o que te angustia. 





 
 
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